Arquivo de julho \18\UTC 2008

18
jul
08

Circo da minha vida!

Vejo a vida como um circo

Raramente sou leão

Quase sempre sou um mico

Que quer ser leão dourado

Adorado, idolatrado.

E neste circo pago o pato!

Engulo sapos…

Pois dão valor só as cachorras,

Éguinhas pocotós e tigrões.

Não sou de palha.

Não sou de aço.

Mesmo assim, me chamam de palhaço.

Pinto a cara, me transformo e sobrevivo.

E vivo sendo mico, matando leões por dia,

Enquanto os bichos-preguiça estão nos gabinetes

Rindo do meu ofício: O ser palhaço!

14
jul
08

Alma… Calma, calma!

Um dia percebi que eu era eu. Não me comunicaram e não me pediram.

Puseram-me aqui de propósito e com algum propósito.

Busco até o final pra ter um fim. Feliz, como história de criança.

No caminho me deparo com coisas lindas, que tocam e encantam. A cada dia me encantam e me emocionam… Reflexão. Reflexo de sentimentos, pensamentos misturados dentro de mim. Estou sintonizado pelo coração, pela alma! Calma, calma! Não tenho pressa de descobrir a imensidão de cada degrau que faz parte da minha escada. Cada passo é uma descoberta, uma novidade, uma chama que se acende. O fogo que se alastra, que se arrasta dentro de mim. Como furacão me deixa de pernas pro ar, pelo avesso… Recomeço. E a cada passo, a cada laço me sinto mais forte pra desatar nós e fazer da novidade a minha criatividade e intuição. Senti e não é em vão, pois minha persistência é minha fé, que move corações. Vou movê-los. Se a freqüência e a sintonia são a mesma, não há porque temer. Se passou por perto, agüente as conseqüências. Já é parte, poesia. Eu aproveito tudo!!!

13
jul
08

Sintonia. Sim, tô nessa!

Sintonia é a palavra!

Querer é o sentir.

Esperar é dádiva.

Sorrir é aproveitar e transformar a sintonia em vida.

O que não acontece naturalmente cessa, não dura. Tudo o que é forçado não tem vida longa, não se perpetua e nem ao menos faz história. Não reparamos, nem notamos, mas as coisas acontecem, tomam conta de nós e nos levam à caminhos jamais imaginados antes. Quando percebemos é tarde demais. Estamos enfeitiçados, amarrados aos sabores desconhecidos e aos lugares inabitados. Seres humanos pensam diferentemente, mas sentem muito próximos. Entendem as dores, alegrias, mágoas dos outros e se identificam. Somos avançados, mas extremamente únicos. E por existir somente um “eu” é que tenho que ser valorizado e me valorizar. Apropriar-me de valores abandonados e traçar meu enredo com base neles. Somos o que sentimos e o que vivemos. Somos o que vemos e ouvimos. Somos um pouco dos outros, mas ainda assim únicos. Unidade específica que necessita de outra que se encaixe, de outra que fale a mesma língua, ou mesmo, que fale língua diferente e  a gente entenda. Precisamos de certeza pra saber se vale a pena. Que pena! Pra ter certeza ou saber se vale a pena é preciso arriscar. É confirmar o que sente lá no fundo e saber que pode ser real. É admitir que não é em vão e por acaso. É notar que coisas aparecem pra trazer alegria e mais compreensão à vida. É aproveitar o momento, o clima, o discurso no percurso, o ritmo, a melodia, a harmonia, a poesia e a sintonia. Sintonia, sim tô nessa, sinto em mim…

11
jul
08

Quero ao menos metade…

Na vida todo dia é momento de plantar e colher. Não tem época certa. Incessantemente plantamos nossas raízes, nossos valores, nossos amores. Às vezes colhemos bons frutos, outras vezes as safras não são tão proveitosas, mas aproveito pra tirar um pouco daquilo que me acrescenta. Tem que valer a pena. Viver por viver não dá. Tem que ter rumo e tem que ter sentido. O sentido aparece com o tempo. Ah, o tempo! Ele é curto e cruel… Ponto de vista que é visto de um ponto. Não pára nunca! É ritmo, é poesia. Controla, atrasa, adianta nossas vidas. Dá sentido. O sentido nunca é obrigatório, pode ser escolhido. Escolher às vezes é colher da boa plantação, da terra fértil, da intuição. Intuição que nunca falha, não repara e sente por si só. Destino, desatino, compulsivo, ansioso e tolerante. Sentidos opostos, contrários, contraditórios, contramãos, contra nós. Impulsionam-nos, nos fortalece, nos equilibra. O tempo não pára e para mim a plantação nunca acaba. Que ao menos eu colha metade do que tenho plantado. Não sei se to regando direito, mas to procurando andar pelo caminho que me leva ao fruto maduro.

10
jul
08

Quando for resposta

O coração continua batendo mesmo sem que eu perceba. Não pára! O ritmo às vezes muda, mas ele está ali pulsando. Não pede pra bater mais forte, acontece. E quando acontece a gente pode até tentar entender o porquê, mas dificilmente teremos a resposta certa. O bem atrai o bem. Atração é o significado. Daí a gente se pergunta: “Mas o que será que isso quer dizer?” E no fim não chegamos a nenhuma conclusão, simplesmente as coisas acontecem como tem que ser. E como tem que ser? Não sei a fórmula, o caminho e a direção, mas estou disposto a procurar. Não tenho medo de errar tentando. Posso me precipitar, mas se tiver que fazer parte vai acontecer, sem esforço. Se surge algo pra transformar uma visão: que eu enxergue com outros olhos. Não me iludo, pois piso com precaução. Não me frustro, pois confio. Não garanto porque não sinto pelos outros… E assim vai, a dúvida caminhando ao lado da certeza. Certeza que tocou, marcou e só deixará de ser dúvida quando for resposta.




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