Arquivo de 10 agosto, 2008

10
ago
08

O dia se fez noite e parou…

O dia se fez noite e parou. Tudo parou!

Acordei atordoado e não sabia que horas eram. Tentei ligar a televisão, mas tudo estava escuro. Acabara a luz. Pensei estar sonhando, mas não: era real. Olhei para o relógio e ele estava parado. Desci as escadas rumo à cozinha tateando as paredes para não tropeçar em nenhum degrau. Chego à cozinha e abro o filtro, mas percebo que a água também acabara. O silêncio daquela escuridão era ensurdecedor. Eu pensava comigo: – Será que o mundo parou e eu continuei? O mundo parecia ser só meu, mas era escuro e silencioso, parado e esquecido. Como se o único ser existente fosse eu, mas permanecia sozinho. Voltei pra cama e deitei. Tentei pegar no sono, mas não consegui. O silêncio me incomodava. Precisava naquele momento ouvir a voz humana, a respiração de um vivente, o latido de um cão, a buzina de um automóvel. Mas nada ouvi… Peguei no sono e sonhei com esta escuridão sem fim, com um desentendimento pessoal e com o fato de estar só no mundo. Acordei, ainda era escuro e frio, mas cheguei a conclusão que somos seres sozinhos no mundo. No vamos ver das coisas ninguém é por você! Então percebi que o valor e o amor próprio vêm em primeiro lugar.  E aquela noite escura e parada representava os seres invisíveis que nos rondam e atormentam nossa alma…

10
ago
08

O dia se fez noite!

Acordei, mas continuei dormindo. Esta foi a impressão. Ou será que dormia acordado? Debaixo do cobertor existiam os melhores sentimentos e tudo o que eu precisava pra me fazer feliz. Tudo estava nublado: o dia, meus sonhos, o sentimento. O frio queria se fazer presente e os pensamentos eram pensados fora de ordem. Não sabia se era noite ou dia, passado ou futuro, sonho ou real. Tudo era preto e branco, inclusive os meus sonhos. Uma dor no pescoço fazia sentir-me vivo, humano. O sonho embaralhado, como cartas da tranca, me levava a um mundo imaginário. Não sabia se era um espetáculo teatral ou vida. Lentidão, preguiça, pausa. Pontuar uma frase, matar a sede, transição de sentimentos. Renovação. Era fora do comum, mas não fora do normal. Minha noite era dia, com vinho pelo tapete e com muito teatrinho na vida. E meu dia hoje se fez noite, embalando sonhos… embalando sonos…




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.